se transfere para os corpos dosestranhos que cruzam essas vielas
fétidas e inóspitas.
Estranhos que veneram uma vida
loucamente impossível e esperam
que um dia aconteça o desabrochar do destino.
Estranhos suburbanos que levam
seus caminhos ocultos na vigília da noite
e durante o dia são como se fossem
meros mortais: espelhos lúcidos e inúteis.
Não sei se são culpados ou cúmplices,
carregam o silêncio opaco e aberto,
levam entre-face cicatrízes invisíveis
e no corpo carregam a usual tatuagem anarquista.
Eles estão além da memória
ausentes da vida e da palavra.
Seres inteligíveis.
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